| Sabado | +24° | +18° | |
| Domingo | +24° | +19° | |
| Segunda-Feira | +25° | +20° | |
| Terça-Feira | +26° | +21° | |
| Quarta-Feira | +27° | +22° | |
| Quinta-Feira | +28° | +24° |

1600
Paraty começa a aparecer no cenário histórico brasileiro.
1640
Transferência do povoado do Morro do Forte para o local atual.
1646
Primeira construção da capela de dicada a N. S. dos Remédios, de taipa.
1660
Revolta popular que suspendeu a subordinação política de Paraty a Angra dos Reis.
1667
28 de fevereiro:data da Carta Régia elevando Paraty à condição de Vila.
1668
Início da construção da 2ª Igreja Matriz.
1703
Construção do Forte no morro do primeiro povoamento.
Construção do Quartel da Fortaleza da Patitiba.
1712
Término da construção da 2ª capela de N. S. dos Remédios, de pedra e cal.
1720
A Vila N. S. dos Remédios é anexada à Capitania de São Paulo. Construção da Igreja de N.S. da Conceição, em Paraty - Mirim.
1722
Construção da Igreja de Santa Rita.
1725
Construção da igreja de N. S. do Rosário e São Benedito.
1726
16 de janeiro: data da Carta Régia separando Paraty da Capitania de São Paulo, voltando a pertencer ao Rio de Janeiro.
1787
Início da Construção da atual Matriz de N. S. dos Remédios.
1800
Construção da Capela dedicada a N. S. das Dores.
1813
Paraty recebe o título de condado.
1822
Fundação da Santa Casa da Misericórdia.
1844
Paraty recebe foros de Cidade.
1851
Construção do Chafariz do Pedreira.
1945
Paraty declarada Monumento Histórico Estadual.
1950
Chegada do primeiro automóvel a Paraty, através da Paraty-Cunha: são os primeiros turistas paulistas.
1958
Paraty: Patrimônio Histórico e Artistico Nacional.
1966
Paraty: Monumento Histórico Nacional.
1973
Abertura da Rio Santos e início do ciclo do Turismo em Paraty.
INFLUÊNCIA DA MAÇONARIA EM PARATY
Tem-se certeza que, no século XVIII as portas e janelas da maioria das casas de Paraty eram pintadas em branco e azul, o chamado azul-hortência da Maçonaria Simbólica.
A exemplo de Óbidos, em Portugal, que é uma cidade maçônica, também pintada de branco e azul-hortência, Paraty foi urbanizada por Maçons.
Um toque de misticismo e esoterismo também se mistura à história desta cidade. Documentos comprovam que o primeiro padroeiro de Paraty foi São Roque, um santo místico esotérico, que percorreu como peregrino o caminho de San Thiago de Compostela. De certo modo, talvez isso explique o motivo da presença maçônica em Paraty.
Segundo pesquisas baseadas em documentos e nos indícios de simbologia maçônica encontrada nas ruas e nos sobrados mais antigos, a Maçonaria se instalou aqui no início do século XVIII. Nessa época, a cidade já possuia um arruador, que era a pessoa encarregada de organizar as construções das ruas, das casas, das praças. Esse arruador, que chamava-se Antônio Fernandes da Silva, foi o responsável pelo traçado "torto" das ruas e desencontrado das esquinas , sobre os quais há muitas explicações.
Segundo ele próprio, esse traçado foi feito para evitar o vento encanado nas casas e distribuir equitativamente o sol nas residências. Outro sinal da presença maçônica são os três pilares (cunhais) de pedra lavrada, encontrados em algumas esquinas, que, segundo diz o povo, foram colocados para formar o triângulo maçônico. Talvez isso explique as ruas "entortadas" do arruador.
As colunas das ruas de Paraty formam um pórtico, uma à direita e outra à esquerda da porta de entrada das casas, ou seja, a mesma função de informar ao visitante que ali mora um maçom, que certamente daria todo o apoio necessário.
Através dessa simbologia, o iniciado poderia até saber o grau do maçom de cada residência.
Mas a simbologia está muito mais presente em Paraty do que podemos imaginar. Outro exemplo típico é a proporção dos vãos entre as janelas, em que o segundo espaço é o dobro do primeiro, e o terceiro é a soma dos dois anteriores; isto é, A+B=C, ou seja, a soma das partes é igual ao todo, que se resume no retângulo áureo de concepção maçônica.
Até as plantas das casas, feitas na escala 1:33.33, têm a marca da simbologia dos maçons, desta vez da Ordem Filosófica, cujo grau máximo é o de nº 33. Este número é uma referência muito forte.
Paraty possui 33 quarteirões e, na administração municipal da época, existia o cargo de Fiscal de Quarteirão, exercido por 33 fiscais.
No Oriente de Paraty existe apenas uma Loja Maçônica, fundada em 1983 e filiada à Grande Loja ARLS "União e Beleza nº 88", que tem como Mestre o Irmão Carlos Alberto da Silva Pinheiro, empresário paratiense. A União e Beleza é bem atuante e realiza um eficiente trabalho social e comunitário.
Segundo Carlos Alberto, a antiga Loja Maçônica União e Beleza foi fundada no início do ano de 1700 e, posteriormente, filiou-se ao Grande Oriente Brasil. Consta que essa loja era muito forte, mas não existem registros acerca da sua atuação de fato.
PARATY NO CINEMA E NA TV
Paraty já foi cenário para 26 filmes de longa e 9 de curta metragem, para 21 novelas, minisséries e casos especiais para a televisão, para vários videoclips, inclusive um internacionalmente conhecido, com Mick Jagger; e centenas de reportagens de turismo, moda, filmes e peças publicitárias.
Ninguém se esquece que foi em Paraty que Marcello Mastroianni/Nacib apaixonou-se por Sônia Braga/Gabriela.
Uma cidade tão fotogênica não poderia ter outro destino senão servir de cenografia para as mais diversas produções nacionais e internacionais. Dentre estas destacam-se as seguintes disponíveis em vídeo: CINEMA (longa-metragem)
1970
Como Era Gostoso o Meu Francês - Com Arduino Colassanti, Ana Maria Magalhães.
Direção de Nelson Pereira dos Santos
(Disponível em Fita Manchete Vídeo. Azyllo Muito Louco - Com Nildo Parente, Isabel Ribeiro, Arduino Colassanti. Direção de Nelson Pereira dos Santos (Warner Home Vídeo. 1971
A Moreninha - Com Sônia Braga, David Cardoso, Carlos Alberto Ricelli.
Direção de Glauco Mirko Laurelli (F.J. Lucas Vídeo).
1978
Anchieta José do Brasil - Com Ney Latorraca, Luiz Linhares, Maurício do Valle.
Direção de Pedro Paulo Sarraceni (Warner Home Vídeo.
1983
Gabriela - Com Marcello Mastroianni, Sônia Braga, Ricardo Petraglia.
Direção de Bruno Barreto (Warner Home Vídeo).
1985
A Floresta das Esmeraldas - Com Powers Boothe, Meg Foster, Eduardo Conde.
Direção de John Boorman (Globo Vídeo). O Beijo da Mulher Aranha - Com Willian Hurt, Raul Júlia, Sônia Braga. Direção de Hector Babenco (Globo Vídeo).
1986
Chico Rey - Com Antônio Pitanga, Carlos Kroeber, Claudio Marzo.
Direção Valter Lima Jr. (Globo Vídeo).
1987
Leila Para Sempre Diniz - Com Louise Cardoso, Stênio Garcia, Hugo Carvana.
Direção Luiz Carlos Lacerda (Realbras Vídeo).
Ele, O Boto - Com Carlos Alberto Ricelli, Cássia Kiss, Ney Latorraca.
Direção de Valter Lima Jr. (Transvídeo).
1990
O Quinto Macaco - Com Ben Kingsley, Vera Fischer, Milton Gonçalves.
Direção de Erik Rochat (Transvídeo).
1996
Tiradentes - Com Humberto Martins, Giulia Gam, Claudio Cavalcante, Adriana Esteves, Marcio Ricca, Janaina Diniz.
Direção de Oswaldo Caldeira.
CINEMA (curta-metragem)
O Acendedor de Lampiões
Luiz Carlos Lacerda
Briga de Galo
Luiz Carlos Lacerda
Tudo Isso é Paraty
Nelson Pereira dos Santos
Paraty - Mistério
Flávio Tambellini
Memórias de Paraty
Araken Távora
Villa de N. S. dos Remédios de Paraty
Nelson Penteado
TELEVISÃO
1984
A Marquesa de Santos - Rede Manchete
O Tempo e O Vento - Rede Globo
1986
Dona Beija - Rede Manchete
1991
O Sorriso do Lagarto - Rede Globo
1993
Mulheres de Areia - Rede Globo
1995
O Poder e a Arte da Palavra - Rede Globo
Viola Minha Viola - TV Cultura de São Paulo
Praia do Sono - Globo Ecologia. Rede Globo
Gente Que Faz - Bamerindus/Rede Globo
Povo Brasileiro - TV Cultura de São Paulo
1996
A Mata Atlântica - Globo Ecologia. Rede Globo
Os Mascarados e as Danças Folclóricas de Paraty (Programa 1 da Angélica).
Rede Globo
O Mar de Paraty - Canal 3 da França, Programa THALASSA
1997
O Direito de Nascer - TVS
1999
Você Decide - Rede Globo
A Muralha - Rede Globo
2002
O Quinto dos Infernos - Rede Globo
VIDEOCLIPS
Mick Jagger, Ney Matogrosso, Emílio Santiago, Simone, Tom Jobim, Djavan, Xuxa e Ivan Lins são alguns dos muitos artistas que gravaram videoclips em Paraty. Além de inúmeras propagandas que já utilizaram Paraty como cenário.
Material gentilmente cedido pelo Sitio Histórico e Ecológico do Caminho do Ouro.
Outros Nomes
Trilha Guaianá / Estrada da Serra do Facão / Estrada Geral da Serra do Mar / Caminho Velho / Caminho da Serra.
Antes dos Portugueses
Trilha usada pela nação dos Guaianás ou Guaiamimins para ligar a aldeia de cima (no Vale do Rio Paraíba) à aldeia de baixo (Paraty) conhecida por suas praias de efeitos medicinais.
1597
Martim Correia de Sá, filho do governador Salvador de Sá, desembarca na praia hoje conhecida como Praia de Martim de Sá, em Paraty e parte pela velha trilha em expedição de exploração e captura de escravos indígenas com 700 portugueses e 2000 índios.
1660
O Governador Geral Salvador Correia de Sá e Bonavide mandou abrir a estrada em ordem de 21 de agosto.
1695/1700
Portugueses descobrem que as minas do Ribeirão de Ouro Preto, do Ribeirão das Mortes e do Rio das Velhas são abundantes e começa a corrida do ouro.
1701
Representação feita pelo Conselho Ultramarino ao rei de Portugal aconselha a restringir "os caminhos que levam às Minas" porque "quantos mais forem os caminhos mais descaminhos haverá" e também porque "sendo por alguma nação invadidas as Minas serão necessários socorros de muitas partes".
1702
O Governador do Rio de Janeiro, Capitão General Artur Sá de Meneses baixa em 17 de abril o Regimento das Minas que determinava que apenas o gado poderia ser levado até as Minas pelo caminho do sertão (pela Bahia) e que todas as demais mercadorias (inclusive o ouro) teriam que entrar pelo Rio de Janeiro "tomando daí o rumo de Paraty". Esta determinação aumenta imensamente o trânsito pelo Caminho do Ouro fazendo com que o porto de Paraty se transforme em um dos mais importantes da colônia.
1703
Carta Régia de 9 de maio manda que se instale em Paraty, no alto da Serra do Facão, uma Casa do Registro do Ouro ou Casa de Quintar para controlar o fluxo do ouro da minas para o Rio de Janeiro e de pessoas e mercadorias no sentido oposto.
1704
Nova Carta Régia de 7 de fevereiro extingue todas as outras Casas do Registro a exceção das de Santos e de Paraty.
1710/11
(data aproximada) Iniciada a abertura de outro caminho seguindo direto por terra do Rio de Janeiro para as Minas passando pela Serra dos Orgãos e dividindo o tempo da viagem pela metade. Portugal proíbe o uso da estrada de Paraty para o transporte do ouro.
1715
O povo de Paraty pede em requerimento para o Rei de Portugal que a estrada seja novamente liberada e é atendido.
1726
Governador Luiz Vahia Monteiro determina por um Regimento do Registro da Estrada da Serra que seja cobrado seiscentos e quarenta reis de pedágio por tropa que transporte escravos e/ou mercadoria.
1728
Instruções do Governador de São Paulo ao Tenente de Mestre de Campo General Manuel Borges de Figueiredo para que verifique se o Registro da Serra está na jurisdição daquela capitania e se está cobrando corretamente o pedágio de duas patacas e quatro vinténs por pessoa e quatro por cavalo.
1756
Paratienses tentam, com sua influência, impedir os trabalhos de abertura da estrada nova que parte direto do Rio de Janeiro para as Minas e são repreendidos pelo Rei D. José, de Portugal.
1767
Terminam as obras principais da estrada da Serra dos Orgãos que fica chamando Caminho Novo e a estrada de Paraty passa a se chamar Caminho Velho. O Caminho da Serra do Facão não é ainda abandonado, mas seu movimento começa a cair.
1799
Com a queda do tráfico do ouro, Paraty se volta para a produção de aguardente (a famosa cachaça que passou a ser conhecida pelo nome da cidade) que é altamente utilizado na troca por escravos africanos e o Caminho do Ouro passa a ser utilizado cada vez mais para o tráfico ilegal de escravos, para escoar a produção do Vale do Paraíba e para levar para o Vale o luxo trazido da Europa para os Barões do Café.
1850
Imperador do Brasil, D. Pedro II, aprova uma lei proibindo o tráfico de escravos, mas o fim do contrabando de escravos não afeta profundamente o comércio que segue próspero em Paraty graças ao café e outros produtos que iam e vinham principalmente de Guaratinguetá.
1864
A Estrada de Ferro D. Pedro II atinge o Vale do Paraíba na cidade de Barra do Pirai. Todo o Vale começa a escoar por ai os seus produtos. A decadência de Paraty e do velho Caminho do Ouro se acelera.
1877
A estrada de Ferro chega a Guaratinguetá que passa a fazer seus transportes comerciais através da ferrovia. Paraty e o Caminho entram num irreversível processo de estagnação.
1888
A Princesa Isabel promulga a Lei Aurea abolindo totalmente a escravatura no Brasil causando prejuízos à industria canavieira paratiense e determinando a total paralização dos trabalhos de conservação do Caminho, sempre feita por escravos. Mas de qualquer forma, a economia da cidade já havia entrado em colapso anteriormente e o movimento comercial na velha trilha guaianá já estava completamente abandonado.
1925
Uma nova estrada para automóveis é aberta aproveitando Trechos do antigo Caminho, mas fazendo um atalho que parte do Bairro dos Penhas (onde está a capela de N. S. da Penha), a 8 kms de Paraty, até encontrar-se novamente com o Caminho do Ouro na localidade de
Estiva Preta, hoje conhecida como Fecha Nunca. Por esta estrada veio em 1929, o primeiro automóvel a chegar na cidade, que desceu mas não conseguiu subir de volta, ficando em Paraty.
Graças a este atalho que ficou abandonado mas também bastante intacto, o trecho do Caminho do Ouro que passa pela localidade do Souza e que inclui as ruinas da famosa Casa do Registro ou Casa dos Quintos, sobreviveu. Este é o trecho em que hoje se encontra o Sitio Histórico e Ecológico do Caminho do Ouro.
1930
Tanques e outros veículos militares da Revolução de Trinta, indo a caminho de São Paulo, destroem a estrada que fica outra vez intransitável.
1954
A Estrada é reaberta graças ao esforço de alguns paulistas que já principiam a tentar chegar na cidade de Paraty por interesse turistico.
1999
Ano previsto para o término da pavimentação da estrada Paraty/Cunha, atendendo ao desejo secular da população paratiense.
O Bairro Histórico de Paraty encontra-se situado em uma baixada, no sopé da Serra do Mar, as margens da Baia de Paraty (a oeste e a sul). Ao norte limita-se com o Rio Pereque-Açu e a leste conjuga-se à malha urbana, mais precisamente com o bairro chácara da saudade.
Em área demarcada em 1719, suas construções – sobrados ou casas térreas – encontram-se preservadas, apresentando características distintas no que se refere ao partido e tratamento arquitetônico adotados. O caráter do sitio expressa-se na densidade proporcionada pelas construções, alinhadas e encostadas umas às outras, formando massa edificada compacta que envolve inteiramente os quarteirões e lhes empresta monumentalidade, apesar das dimensões limitadas. O ritmo característico das envasaduras dos prédios comerciais às vezes é amenizado pelo aparecimento de um prédio residencial, térreo ou assobrado, ou de longo muro fechando os quintais. As edificações de uso puramente residencial destacam-se, algumas vezes, pelo uso de materiais mais nobres. Não existe arborização nas ruas de Paraty, com exceção dos largos, sendo o Matriz o espaço vazio de maior significação.
A geometria simples de sua composição urbana é realçada por uma arquitetura que utiliza panos de alvenaria (rebocados ou caiados) onde se alternam cheios e vazios, imprimindo na paisagem natural envolvente o ritmo característico da ação humana.
A área correspondente ao sitio é de aproximadamente 200.000 m².
As terras de Paraty foram inicialmente doadas, em sesmarias, a alguns habitantes de Angra dos Reis. Organizaram um pequeno núcleo de povoamento em um morro ao norte do Rio Pereque-Açu (morro Pontal do Forte), onde se ergueu uma capela dedicada a São Roque, padroeiro da região em principio do século XVII. Em meados do século XVII (1646) a povoação foi transferida para a baixada, que se estende ao pé do morro – em terras doadas pela D. Maria Jácome de Melo, um local situado à margem direita do Pereque-Açu próximo ao mar. Ali se construí a nova Matriz, dedicada a Nossa Senhora dos Remédios, transformando-se em importante centro de comércio, passagem obrigatória para quem vinha do Rio em direção as Gerais, alem de ser o principal escoadouro das riquezas extraídas das minas do interior. Paraty - em tupi, peixe da família das tainhas – foi acrescentado posteriormente ao nome primitivo. No principio do século XVIII (1703), ergueu-se um enorme portão de ferro com objetivo de proteger a vila, que fechava sua entrada as seis da tarde reabrindo as seis da manha ao som de um tiro de canhão. A subseqüente proibição de passagem de viajantes de minas provocou grande impacto na região, determinando atrofiamento da área cultivada e mesmo da área edificada.
Em 1715, diante de protesto geral do povo paratyense, o primitivo caminho é então reaberto ao trafego. Ainda nessa década são tomadas medidas administrativas que indicam claramente o propósito deliberado de ordenar e limitar a ocupação da baixada no trecho compreendido entre os rios Perequê-Açu e Patitiba.
No ano de 1723, depois de passar a fazer parte da província de são Paulo, Paraty sofreu um rude golpe em sua economia: foi aberto um caminho novo entre o Rio de Janeiro e as Gerais, através da Serra dos Órgãos, encurtando em 15 dias a jornada. Com isto decaiu o movimento do porto e a antiga trilha dos Guainás aos poucos foi sendo abandonada.
Três anos depois, após a divisão das províncias de São Paulo e Minas Gerais, a Vila de Paraty foi incorporada ao território fluminense. Em 11 de março de 1844 adquiriu foros da cidade, confirmados em 3 de janeiro de 1890.
A prosperidade de Paraty cessou com a Lei Áurea e co o conseqüente abandono das muitas lavouras de açúcar e café (falta do trabalho escravo). Ocorreu o êxodo da população e os engenhos foram se acabando. A cidade fica então isolada e só em 1954, com a abertura de uma estrada que ligava a Cunha, começou reviver com a vinda de artistas e turistas.
O aspecto arquitetônico do Bairro Histórico caracterizava-se basicamente da segunda metade do século XVIII e das primeiras décadas do século XIX. Algumas construções, pela robustez e simplicidade de tratamento, são provavelmente do inicio do século XVIII ou até mesmo de finais do século.
De caráter eminentemente comercial no seu período de maior força econômica, Paraty apresenta suas construções em formas simples e funcionais e de uso misto. Tendo quase sempre em sua frente somente portas, revela-se, em se tratando das casas térreas, que ali se destinava ao armazém, ficando nos fundos a residência. No caso dos sobrados, os porões eram depósitos e no pavimento superior, a moradia. No seu apogeu, Paraty possuiu mais de 800 sobrados. A implantação das edificações não obedeceu a nenhum zoneamento, quer de uso, quer de altura. As datas de inicio da construção de algumas delas indicam que foram surgindo simultaneamente, em diversos pontos da vila, sem orientação na ocupação da área demarcada.
O bairro, enquanto conjunto, expressa-se com maior eficácia na arquitetura de cada edificação na composição de um quarteirão, no traçado das ruas, em seu calçamento em pedras pé de moleque com caimento do piso formando calha, na localização.
geográfica ao nível do mar e na disposição das igrejas nos quadrantes do conjunto, conjugando com perfeito equilíbrio a paisagem natural.
A trama viária revela um traçado em xadrez, podendo ser considerado como ponto de referencias os pontos cardeais, já que existem sete ruas correndo do nascente para o poente e seis de norte para o sul. Vistas do mar, para onde convergem as verticais, são as horizontais direcionadas para o rio Pereque-Açu.O Bairro Histórico de Paraty encontra-se situado em uma baixada, no sopé da Serra do Mar, as margens da Baia de Paraty (a oeste e a sul). Ao norte limita-se com o Rio Pereque-Açu e a leste conjuga-se à malha urbana, mais precisamente com o bairro chácara da saudade.
Em área demarcada em 1719, suas construções – sobrados ou casas térreas – encontram-se preservadas, apresentando características distintas no que se refere ao partido e tratamento arquitetônico adotados. O caráter do sitio expressa-se na densidade
proporcionada pelas construções, alinhadas e encostadas umas às outras, formando massa edificada compacta que envolve inteiramente os quarteirões e lhes empresta monumentalidade, apesar das dimensões limitadas. O ritmo característico das envasaduras dos prédios comerciais às vezes é amenizado pelo aparecimento de um prédio residencial, térreo ou assobrado, ou de longo muro fechando os quintais. As edificações de uso puramente residencial destacam-se, algumas vezes, pelo uso de materiais mais nobres. Não existe arborização nas ruas de Paraty, com exceção dos largos, sendo o Matriz o espaço vazio de maior significação.
A geometria simples de sua composição urbana é realçada por uma arquitetura que utiliza panos de alvenaria (rebocados ou caiados) onde se alternam cheios e vazios, imprimindo na paisagem natural envolvente o ritmo característico da ação humana.
A área correspondente ao sitio é de aproximadamente 200.000 m².
As terras de Paraty foram inicialmente doadas, em sesmarias, a alguns habitantes de Angra dos Reis. Organizaram um pequeno núcleo de povoamento em um morro ao norte do Rio Pereque-Açu (morro Pontal do Forte), onde se ergueu uma capela dedicada a São Roque, padroeiro da região em principio do século XVII. Em meados do século XVII (1646) a povoação foi transferida para a baixada, que se estende ao pé do morro – em terras doadas pela D. Maria Jácome de Melo, um local situado à margem direita do Pereque-Açu próximo ao mar. Ali se construí a nova Matriz, dedicada a Nossa Senhora dos Remédios, transformando-se em importante centro de comércio, passagem obrigatória para quem vinha do Rio em direção as Gerais, alem de ser o principal escoadouro das riquezas extraídas das minas do interior. Paraty - em tupi, peixe da família das tainhas – foi acrescentado posteriormente ao nome primitivo. No principio do século XVIII (1703), ergueu-se um enorme portão de ferro com objetivo de proteger a vila, que fechava sua entrada as seis da tarde reabrindo as seis da manha ao som de um tiro de canhão. A subseqüente proibição de passagem de viajantes de minas provocou grande impacto na região, determinando atrofiamento da área cultivada e mesmo da área edificada.
Em 1715, diante de protesto geral do povo paratyense, o primitivo caminho é então reaberto ao trafego. Ainda nessa década são tomadas medidas administrativas que indicam claramente o propósito deliberado de ordenar e limitar a ocupação da baixada no trecho compreendido entre os rios Perequê-Açu e Patitiba.
No ano de 1723, depois de passar a fazer parte da província de são Paulo, Paraty sofreu um rude golpe em sua economia: foi aberto um caminho novo entre o Rio de Janeiro e as Gerais, através da Serra dos Órgãos, encurtando em 15 dias a jornada. Com isto decaiu o movimento do porto e a antiga trilha dos Guainás aos poucos foi sendo abandonada.
Três anos depois, após a divisão das províncias de São Paulo e Minas Gerais, a Vila de Paraty foi incorporada ao território fluminense. Em 11 de março de 1844 adquiriu foros da cidade, confirmados em 3 de janeiro de 1890.
A prosperidade de Paraty cessou com a Lei Áurea e co o conseqüente abandono das muitas lavouras de açúcar e café (falta do trabalho escravo). Ocorreu o êxodo da população e os engenhos foram se acabando. A cidade fica então isolada e só em 1954, com a abertura de uma estrada que ligava a Cunha, começou reviver com a vinda de artistas e turistas.
O aspecto arquitetônico do Bairro Histórico caracterizava-se basicamente da segunda metade do século XVIII e das primeiras décadas do século XIX. Algumas construções, pela robustez e simplicidade de tratamento, são provavelmente do inicio do século XVIII ou até mesmo de finais do século.
De caráter eminentemente comercial no seu período de maior força econômica, Paraty apresenta suas construções em formas simples e funcionais e de uso misto. Tendo quase sempre em sua frente somente portas, revela-se, em se tratando das casas térreas, que ali se destinava ao armazém, ficando nos fundos a residência. No caso dos sobrados, os porões eram depósitos e no pavimento superior, a moradia. No seu apogeu, Paraty possuiu mais de 800 sobrados. A implantação das edificações não obedeceu a nenhum zoneamento, quer de uso, quer de altura. As datas de inicio da construção de algumas delas indicam que foram surgindo simultaneamente, em diversos pontos da vila, sem orientação na ocupação da área demarcada.
O bairro, enquanto conjunto, expressa-se com maior eficácia na arquitetura de cada edificação na composição de um quarteirão, no traçado das ruas, em seu calçamento em pedras pé de moleque com caimento do piso formando calha, na localização.
geográfica ao nível do mar e na disposição das igrejas nos quadrantes do conjunto, conjugando com perfeito equilíbrio a paisagem natural.
A trama viária revela um traçado em xadrez, podendo ser considerado como ponto de referencias os pontos cardeais, já que existem sete ruas correndo do nascente para o poente e seis de norte para o sul. Vistas do mar, para onde convergem as verticais, são as horizontais direcionadas para o rio Pereque-Açu.
Com relação ainda ao traçado dessas vias, a sinuosidade provavelmente decorre da necessidade de se distribuir eqüitativamente o sol e a sombra em todas as edificações e canalizar os ventos para os pátios internos da casa à moda mourisca. Nas esquinas percebe-se um aspecto arquitetônico original: as ruas são sempre em ângulo vivo com três cunhais normalmente em cantaria e o quarto no mesmo estilo em reboco, formando assim na união dos cunhais de pedra um triangulo imaginário. Dizem que esta é uma característica da maçonaria, assim como as formas em relevo em determinados cunhais dos sobrados (símbolos geométricos), traduzindo uma forte influencia maçônica na formação do Bairro Histórico, o que é possível sabendo-se que a cidade de Paraty foi um importante empório comercial.
Enquanto aspectos notáveis do conjunto devem ser observados:
PRAÇA DA MATRIZ também denominada Monsenhor hélio Pires, outrora Praça XV de novembro, paço Municipal e Praça do Imperador. Construída provavelmente no inicio deste século apresenta-se como única área verde dentro do Bairro Histórico. Em local privilegiado, à margem direita do Rio Perequê-Açu, tem como paisagem circundante alem do próprio rio, a Igreja Matriz de Nossa Senhora dos Remédios e sobrados do século XIX. Constitui-se principal ponto de concentração de atividades sociais, de comércio, esporte e lazer.
LARGO DA SANTA RITA, com a igreja de mesmo nome abrigando no seu interior o museu de Arte Sacra e o prédio da Casa de Cadeia, hoje secretaria Municipal de Turismo e Cultura. De lá se observa a baia de Paraty, o cais do porto e o prédio do antigo mercado da cidade (atualmente pousada).
RUA Dr. SAMUEL COSTA / RUA DO ROSÁRIO, principalmente seu entroncamento com a rua Tenente Francisco Antonio / Rua do Comercio, onde se situa a Igreja de Nossa Senhora do Rosário com a fachada principal voltada para as duas vias, e o prédio da Prefeitura e Câmara Municipal.
A IGREJA Matriz de Nossa Senhora dos Remédios, Nossa Senhora do Rosário, Santa Rita e Capelinha das Dores.
Os aspectos citados acima e o bairro Histórico como uns todos se constituem por si próprios os locais e percursos de interesse para visitação. Enquanto ressalva, podem ser coitados alguns trechos ou pontos de interesse localizados fora da área do Bairro Histórico:
O eixo viário correspondente à continuação da rua Comendador José Luiz (antiga rua da Ferraria) denominado rua Presidente Pedreira. Importante enquanto ligação entre a área do Bairro Histórico (outrora cidade) e o portão de ferro (antiga entrada da cidade). Constitui-se zona de expansão – primeiras chácaras. Nessa rua encontram-se alguns elementos de estimado valor histórico, os quais são:
Capela de Santa Cruz das Almas, mas precisamente um oratório (altar aberto), que segundo a tradição local destinava-se a ultima oração dos que, escravos condenados á morte, dirigiam-se ao Largo do Roccio, local da execução.
O chafariz de mármore ou chafariz da Pedreira outrora localizado no meio da rua Presidente Pedreira, hoje, encontra-se na Praça Macedo Soares / Praça do Chafariz. Foi constituído em 1851 por ordem do então Presidente da Província Conselheiro Luiz Pedreira do Couto Ferraz. Servia para abastecer a cidade de água e era o ponto de encontro das lavadeiras e dos tropeiros que ali davam de beber a seus animais. Atualmente a população, principalmente os estudantes utilizam o chafariz como bebedouro público.
Capelinha do beco do propósito ou Capelinha da generosa, próximo ao Pereque-Açu. Seu acesso é pela rua Domingos Gonçalves Abreu / rua Gragoatá.
Morro do Pontal do Forte, onde se encontra o Forte do Defensor Perpetuo. O percurso mais interessante é pela rua Nossa Senhora dos Remédios passando pela Santa Casa de Misericórdia e logo adiante pela Praia do pontal.
O Bairro Histórico de Paraty, levando-se em consideração a sua importância dentro do contexto histórico/artístico nacional, é de relevante significado artístico – cultural pela sua importância enquanto conjunto arquitetônico dos séculos XVIII – XIX.
Com relação ainda ao traçado dessas vias, a sinuosidade provavelmente decorre da necessidade de se distribuir eqüitativamente o sol e a sombra em todas as edificações e canalizar os ventos para os pátios internos da casa à moda mourisca. Nas esquinas percebe-se um aspecto arquitetônico original: as ruas são sempre em ângulo vivo com três cunhais normalmente em cantaria e o quarto no mesmo estilo em reboco, formando assim na união dos cunhais de pedra um triangulo imaginário. Dizem que esta é uma característica da maçonaria, assim como as formas em relevo em determinados cunhais dos sobrados (símbolos geométricos), traduzindo uma forte influencia maçônica na formação do Bairro Histórico, o que é possível sabendo-se que a cidade de Paraty foi um importante empório comercial.
Enquanto aspectos notáveis do conjunto devem ser observados:
PRAÇA DA MATRIZ também denominada Monsenhor hélio Pires, outrora Praça XV de novembro, paço Municipal e Praça do Imperador. Construída provavelmente no inicio deste século apresenta-se como única área verde dentro do Bairro Histórico. Em local privilegiado, à margem direita do Rio Perequê-Açu, tem como paisagem circundante alem do próprio rio, a Igreja Matriz de Nossa Senhora dos Remédios e sobrados do século XIX. Constitui-se principal ponto de concentração de atividades sociais, de comércio, esporte e lazer.
LARGO DA SANTA RITA, com a igreja de mesmo nome abrigando no seu interior o museu de Arte Sacra e o prédio da Casa de Cadeia, hoje secretaria Municipal de Turismo e Cultura. De lá se observa a baia de Paraty, o cais do porto e o prédio do antigo mercado da cidade (atualmente pousada).
RUA Dr. SAMUEL COSTA / RUA DO ROSÁRIO, principalmente seu entroncamento com a rua Tenente Francisco Antonio / Rua do Comercio, onde se situa a Igreja de Nossa Senhora do Rosário com a fachada principal voltada para as duas vias, e o prédio da Prefeitura e Câmara Municipal.
A IGREJA Matriz de Nossa Senhora dos Remédios, Nossa Senhora do Rosário, Santa Rita e Capelinha das Dores.
Os aspectos citados acima e o bairro Histórico como uns todos se constituem por si próprios os locais e percursos de interesse para visitação. Enquanto ressalva, podem ser coitados alguns trechos ou pontos de interesse localizados fora da área do Bairro Histórico:
O eixo viário correspondente à continuação da rua Comendador José Luiz (antiga rua da Ferraria) denominado rua Presidente Pedreira. Importante enquanto ligação entre a área do Bairro Histórico (outrora cidade) e o portão de ferro (antiga entrada da cidade). Constitui-se zona de expansão – primeiras chácaras. Nessa rua encontram-se alguns elementos de estimado valor histórico, os quais são:
Capela de Santa Cruz das Almas, mas precisamente um oratório (altar aberto), que segundo a tradição local destinava-se a ultima oração dos que, escravos condenados á morte, dirigiam-se ao Largo do Roccio, local da execução.
O chafariz de mármore ou chafariz da Pedreira outrora localizado no meio da rua Presidente Pedreira, hoje, encontra-se na Praça Macedo Soares / Praça do Chafariz. Foi constituído em 1851 por ordem do então Presidente da Província Conselheiro Luiz Pedreira do Couto Ferraz. Servia para abastecer a cidade de água e era o ponto de encontro das lavadeiras e dos tropeiros que ali davam de beber a seus animais. Atualmente a população, principalmente os estudantes utilizam o chafariz como bebedouro público.
Capelinha do beco do propósito ou Capelinha da generosa, próximo ao Pereque-Açu. Seu acesso é pela rua Domingos Gonçalves Abreu / rua Gragoatá.
Morro do Pontal do Forte, onde se encontra o Forte do Defensor Perpetuo. O percurso mais interessante é pela rua Nossa Senhora dos Remédios passando pela Santa Casa de Misericórdia e logo adiante pela Praia do pontal.
O Bairro Histórico de Paraty, levando-se em consideração a sua importância dentro do contexto histórico/artístico nacional, é de relevante significado artístico – cultural pela sua importância enquanto conjunto arquitetônico dos séculos XVIII – XIX.